Mapa das Transformações Digitais (Parte I)

Para as empresas portuguesas poderem aproveitar a vaga que na última década surge com mais força, da digitalização de empresas, que providencia mais foco, mais oportunidades, novas portas e novos caminhos a seguir para a economia portuguesa, é necessário que exista um plano em vista que consiga encaminhar as empresas, de qualquer dimensão, em especial as mais ágeis e flexíveis, neste sentido.

Existem já vários e excelentes iniciativas delineadas nestes princípios e aqui na DIGICOM, saudamos com orgulho essas mesmas.

Um Mapa Emocional

É difícil pedir a pessoas que se movimentam num clima de instabilidade que se foquem no futuro.

As visões das empresas devem ser apaixonantes e devem providenciar às equipas, constituídas por pessoas e relações, uma razão para ‘acordar de manhã’.

A paixão que move o espirito empreendedor, que se nota em qualquer pessoa da equipa, para além do fundador, é um aspeto do qual o tecido empresarial português deve tirar partido para potenciar a indústria portuguesa.

Sejam as Transformações Digitais uma dessas razões.

A motivação e paixão por detrás de excitantes novas tecnologias, e mais importante do que isso, o impacto que elas tem no mundo real, pode ser o combustível necessário para motivar jovens empreendedores (cujos resultados nos últimos 7 anos se manifestam em 18% de todos os novos empregos criados) a continuar o bom trabalho. O foco na criação de serviços de excelência que facilitam a vida das pessoas através do uso certo de tecnologias é em si um ato de responsabilidade social que não é batido facilmente.

Este novo paradigma de jovens informados, educados, com formações académicas de alta qualidade que não olham a outrém para lhes dar tudo de mão beijada, com uma fome de responsabilidade, que aceite de forma voluntária, potencia uma motivação a atingir maturidade e excelência nas novas empresas portuguesas – com o Mundo em mente. É uma motivação que não é facilmente ultrapassada- E mais e mais jovens se enquadram neste novo paradigma, e já existem bons meios alocados para os (nos) incentivar a tal.

Mais do que isso, existe a possibilidade de empresas estabelecidas criarem novas formas de capitalizar no mundo digital.

Dois pontos são abordados então quando se fala no poder do digital – As empresas digitais nativas e as possibilidades de rentabilidade para empresas estabelecidas (ou a total transformação em digital).

Mover uma empresa na direção do digital é um processo mais complicado – mas não impossível. Em Portugal, ele conta com vários desafios – A formação das pessoas não nativas no digital nas novas tecnologias, a importância da standardização de produtos, métodos e aspetos técnicos para facilitar a digitalização, a nível emocional, a coragem e vontade de gestores e crença nestas novas possibilidades… Entre muitos outros aspetos.

No geral, há uma mapa emocional a ser delinado que está a criar o futuro certo.

Para conhecer o Mapa Estratégico, faça-o na segunda parte deste artigo, aqui.